Creio em São Paulo FC
Corram para as montanhas

Fomos ameaçados com a volta deste merda ao time.

Tem time licenciando apito pra vender como souvenir

Estudo estatístico foi realizado pela segunda vez para analisar se alguma equipe do G4 paulista estava sendo favorecida pela arbitragem. O critério adotado dá um ponto para cada pênalti ou expulsão a favor e a mesma relação para os sopros de apito contra cada uma das equipes que resultaram, também, em pênalti ou expulsão a favor do adversário.

O critério é subjetivo, mas considerando que as equipes terminam o campeonato com pontuação semelhante, a repetição faz algum sentido. Ainda, o relatório informa que foi distribuído na imprensa e que não houve resposta, contestação ou publicação dos dados, confirmando mais um dos testes indiretos realizados: o do rabo preso.

Em resumo, nas 19 partidas da primeira fase do campeonato paulista, os clubes mais beneficiados por pênaltis e expulsões foram:

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Considerando as penalidades contra e expulsões de jogadores de cada equipe:

imageVocê deve lembrar que uma equipe não teve atleta expulso nem com pisão no peito de adversário, tampouco por cotovelada que tirou o zagueiro rival de campo por sangramento durante cobranças de escanteio.

Pode parecer teoria da conspiração, mas se são divulgados tantos estudos estapafúrdios, como aquele da oportunista pesquisa de torcida do datafalha que empatava a torcida dos proprietários de panificadoras com os parentes do Pedro Bial, também há espaço para discussão sobre este estudo - embasado em dados concretos - mesmo tendo sido levantado pelo ex-Presidente do São Paulo, José Augusto de Bastos Neto.

Meu plano antigo vence em algum dia de maio. Aproveitei o dia do renascimento pra partir pro plano novo.

Meu plano antigo vence em algum dia de maio. Aproveitei o dia do renascimento pra partir pro plano novo.

Lavada

Uma das piores semanas do São Paulo. Em tudo: implosão do time quando estava destruindo o Atlético no Morumbi, o assalto durante os 90 minutos no domingo e o atropelamento de hoje, noite com zaga bisonha, ataque débil, laterais assustadores e volantes assombrados. Chagas abertas que têm que ser curadas com reforços pra aguentar o segundo semestre: campeonato de regularidade que tenho minhas dúvidas na prioridade, já que tem Suruga, Recopa e Sul-Americana no caminho, além de exibição de gala na Alemanha, que não pode virar um vexame como o de agora.

O São Paulo pega carona no meu recesso do trabalho e também entra em férias até o final de maio, quando enfrenta a Ponte no Brasileiro. Essa cara de merda deve durar mais alguns dias, mas deve melhorar ao levar nossa bandeira e camisas em dois continentes que nunca fui. Com o São Paulo sempre!

Vamo, São Paulo!

Lembrando

Há três semanas, o São Paulo perdeu o jogo na Bolívia para o The Strongest e a culpa foi dividida em duas frentes: Rogério, que supostamente falhou no lance do gol (não vi) e Adalberto Baptista, que estava na Europa.

As críticas ao segundo, somadas ao sofativismo terrorista das redes sociais, pediam a saída do cartola, já que havia abandonado o clube para um dos seus “passatempos prediletos”, como chamou a espn o esporte que o cara pratica e inclusive seu rendimento nas provas foi contestado.

Claro que acho que um jogo de tamanha importância deveria ter todo o clube presente, além dos dois primeiros graus de familiares dos atletas, cachorros, papagaios e cartuchos de videogame predileto deles. O time não estava largado lá. O presidente do clube e outros vices, diretores e conselheiros estavam presentes. Ainda assim, o diretor estava fora e declarou - a única manifestação dele foi a oficial, só bateram sem ouvir o cara - que sua viagem fazia parte do planejamento e que, além de seus temas pessoais, haviam outros diversos assuntos relacionados ao São Paulo, entre eles a Copa Suruga.

“Fiz uma série de reuniões de preparação de amistosos e jogos-treino para o São Paulo, além de toda a logística da viagem da Copa Suruga Bank 2013”

Pessoas não muito inteligentes, inclusive aquelas que já foram ao Japão, poderiam lembrar que o caminho é longo e que, costumeiramente, se faz uma escala na Europa para que os atletas não fiquem malucos por ficar mais de um dia dentro do avião. Quem nunca aproveitou uma viagem profissional para turismo ou compras ou o contrário? Isso não pode acontecer se for com gente do São Paulo?

Três semanas depois, o São Paulo está classificado para a semi do Paulista (foi duro e era esperado) e para as oitavas da Libertadores. Da Europa, chegam notícias: Casemiro, que já não está mais inscrito na Libertadores, deve ser vendido ao Real Madrid e o São Paulo acertou sua participação para medir forças com seu futuro adversário do Mundial de Clubes.

É uma pena que tenha torcedor que goste mais de gente da mídia do que quem os representa. Enquanto isso, o último parágrafo daquela famosa Nota Oficial vai sendo repetido e calando aos que esquecem rápido do que falam.


PS1: você pode ler sommeliers de balanço falando por aí que a receita do São Paulo não foi maior porque o dinheiro não caiu na conta. Bobagem. No primeiro semestre de qualquer curso técnico um aspirante a contador aprende que as receitas e despesas devem ser reconhecidas quando a transferência de um bem passa a ser do seu comprador. Lucas, que acertaria sua ida ao PSG, jogou até dezembro no São Paulo, nem é tão difícil de lembrar.

PS2: sobre a base, mais de uma semana se passou desde o começo dos ataques e até agora nenhuma prova, nenhum nome e nenhum documento foi mostrado (e-mail de gerente de clube pros seus amigos não é prova pra nada). Renê Simões falou em mais “dois jogadores da Portuguesa” e que o Juvenal disse que o São Paulo “não é bonzinho”. O Flamengo já demitiu o seu gerente que falou em nome do clube, também sem provar nada. E nada disso parece estranho para os jornaleiros, nenhum passado de quem anda atacando o São Paulo foi questionado.

PS3: No São Paulo, Casemiro ganhou o mesmo número de títulos importantes que o Neymar em sua padaria diminuta. Haverá manifestações de que o time da praia desperdiçou um talento porque não sabe cuidar de jogador quando a calopsita se mandar pra Europa?

Todas camisas são caras

Sobre o preço da camisa vermelha, muito cara (assim como as de jogo, o ingresso pra clássico, estacionamentos ao redor do estádio e cerveja naquele bar do lado da casa do Muricy), fiz uma comparação com outras equipes em suas lojas oficiais (também usei a Centauro daqui). Normalmente, as camisas no Brasil são bem mais caras do que na Europa e nem vale a pena pensar em comparar o preço das camisas proporcionalmente pela renda per capita ou salário mínimo de lá.

Na Argentina, aumentou muito o preço local (inflação ridícula), embora o efeito do câmbio segure a onda pra algum brasileiro que queira comprar por lá. Surpreendeu o aumento de preços nas camisas na América do Norte, agora similares aos de camisas tupis.

Todos os preços em reais, nos mercados locais das equipes. As equipes do primeiro mundo estão em final de temporada, mas ainda em atividade.

São Paulo: 200 a camisa de jogo e 210 a de goleiro ou comemorativa.

Barcelona: aquela horrível custa 174 (e a vintage 117).

Real Madrid, 162, mas já custou 210.

Bayern, o time da moda: camisas esgotadas! Custava 156 reais. Bonita essa, hein?

Atlético (o time da moda daqui usa camisa de marca de cueca): 199,90

Time genérico de segunda divisão: 299,90!

camisa do governo: 209,90 (torcedor) - 299 (jogo). No link, produtos relacionados mostram outras da nike exatamente iguais ao da equipe de estimação da imprensa. Duzentos e noventa e nove reais.

River Plate, 192.

Chivas, 165.

Chicago Fire, 200.

Man United, 142.

cbf, 200.

LA Galaxy, 240.

O preço das camisas no Brasil são ridículos (um jornalista do Guardian me pediu para comprar uma do Seedorf e cancelou depois que falei o preço dela) e surpreendeu o fato do São Paulo ter o menor preço entre os times do estado.

A polêmica é vermelha

Um evento para celebrar o fim das trocas das cadeiras antigas pelas atuais vermelhas no Morumbi, culminando em uma partida especial, com uniforme diferente foi anunciado ainda em 2012. A expectativa era para março, mas atrasos (operacionais ou por causa da fase do time) fizeram com que a partida se tornasse ainda mais peculiar: da maneira mais oportuna possível, aliaram a cor do estádio com a motivação da equipe e fomos de camisa única para as quartas-de-final do Paulista.

Sucesso de marketing inegável, a expectativa pela camisa era grande e nenhum detalhe vazou até o momento que o time entrou em campo. Nunca vi isso acontecer. O Morumbi teve alterações para o jogo (redes vermelhas, lindas, pintura nas cabines de imprensa e no parapeito das antigas gerais). O escudo, que seria encapado, não sofreu alteração. Na internet, sempre um dos assuntos mais comentados, a tag #VermelhoACorDaRaça usando o grito da torcida e o sentimento ubirajara da semana anterior. No estádio, o presidente colocava a última cadeira, simbolizando o fim dessa etapa das obras.

Atletas de video-game apressaram-se e espalharam mock-ups de camisas vermelhas que nada mais eram do que cópias de times europeus.

Quando o túnel de entrada foi rasgado e o time entrou em campo, vimos a camisa vermelha: exatamente igual ao nosso principal e tradicional uniforme após um banho de sangue. Gostei muito da ideia, do choque e do resultado. Vi muito torcedor que também achou horrível, além de notícias de setoristas que viraram o Jacques Le Clair. Não há o que falar de uma camisa que será usada uma única vez além do que disse o Mário Vilela.

Como coleciono nossas camisas, espero conseguir comprar as duas (vermelha e a branca do Rogério) e compraria a vermelha mesmo se a tivesse achado feia. Parece que teve mais gente que gostou: a loja fechou sem os dois modelos ontem e o site já não tem alguns tamanhos da camisa. Estou preocupado.

A experiência em campo, contudo, foi pavorosa. Torcer para uma camisa diferente da minha foi difícil, ainda mais com o adversário usando branco, mesma cor do Rogério - goleiro do time fraco nos bastidores.

O time também não parecia o nosso, a não ser pelo pé torto nos arremates de longe e nos toques na intermediária adversária que morrem nos pés dos laterais de menor qualidade. Luis Fabiano carimbou a trave duas vezes e Osvaldo fez o diabo com a zaga do time do Pintado. O gol só saiu depois de mais um de seus cruzamentos, com o cabeceio de um adversário para a rede. Com a Penapolense tentando o empate, o São Paulo viu a zaga perder quase todos os contra-ataques na velocidade pros caras e Rogério fez alguns milagres, um deles com chute do Messi brasileiro, o Sérgio Mota, de dentro da pequena área.

Classificados, voltamos com as cores mais vencedoras do futebol brasileiro em CNTP, na quinta pela Libertadores e no domingo contra o mal.

Público: 32.995 pessoas
Renda: R$ 686.085,00
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Rodrigo Caio), Lúcio, Rafael Toloi e Carleto; Wellington (Douglas), Denilson, Jadson (João Schmidt) e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano
Técnico: Ney Franco

PENAPOLENSE: Marcelo; Niander, Jaílton, Gualberto e Rodrigo Biro; Liel, Heleno (Eric), Fernando (Sérgio Mota), Liel e Guaru; Fio (Geuvânio) e Silvinho
Técnico: Pintado

Melhores momentos: http://www.youtube.com/watch?v=YHvCaCIzWJk

Fotos do site oficial: http://saopaulofc.net/noticias/noticias/campeonato-paulista/2013/4/28/festa-vermelha-no-morumbi/

Bonus track

Balanço 2012 - vermelho só em campo

O São Paulo publicou ontem, 26/4, as demonstrações financeiras referentes ao ano 2012. Destaca-se o sucesso no fechamento de contratos com STi e Penalty, revisão do Sócio Torcedor, reformas no Morumbi e CFA. Da chegada de atletas, 68.8 milhões de reais investidos para esquecer de vez o time de frouxos de 2010. Na análise do balanço de 2011 já esperava que nosso quadro estaria mais azeitado no segundo semestre, o que de fato ocorreu: ganhamos a Sul-Americana, fomos campeões do segundo turno do Brasileiro e vencemos todos os clássicos. Jadson, Ganso e Tolói foram as grandes contratações e Osvaldo foi a aposta certeira.

Faço, abaixo, comentários seguindo a linha de pensamento da análise do ano passado:

- Morumbi: faturou 5 milhões a menos do que em 2011 e 2 milhões a mais do que em 2010, o ano que teve mais shows no Estádio mais bonito do Brasil. De fato, tivemos menos shows grandes no país (principalmente Roger Waters no primeiro semestre e Madonna em dezembro), mas a grande variação negativa se explica pelo final do contrato dos camarotes que ficam sob a arquibancada amarela, área a ser ocupada pelos parceiros comerciais que pagarão a cobertura do estádio. Foram 36 milhões de receita e 24 milhões de superávit no estádio.

- Sócio Torcedor: apesar da inércia do PST em 2012, houve aumento de receita em 13% em 2012. Com o programa antigo enterrado, deveremos sentir o renascimento em 2013, já que fomos o clube que mais cadastrou novos sócios depois da reforma dos STs feita pela ambev. Foi muito pouco, mas já sabemos a razão e também sabemos que há empenho em corrigir a situação. Após alguns meses no novo plano, o atendimento melhorou, leva-se a sério a preferência de compra do sócio e ações para cativa-lo são feitas em todas as partidas, ainda que problemas de acesso ao estádio continuam ocorrendo em grande número.

- em receita, expressivos 25% de crescimento, totalizando 221 milhões. Foram 112 milhões de reais em direitos de transmissão de tv (contra 67 em 2011), 38% em ingressos (tivemos os maiores públicos do Brasileiro e a segunda média de público no ano, com diferença irrelevante para o time que é ajudado). Ficamos grande parte do ano com a camisa limpa e, por isso, arrecadamos apenas um terço do valor de 2011, que deve ser superado em 2013 com STi, Wizard e TIM. Na camisa do São Paulo, nenhum monopólio compulsório desperdiça verba que poderia ser retornada aos contribuintes.

- O resultado de 2012 não foi afetado pela venda do Lucas. Apesar disso, faturamos 46 milhões de reais em vendas de atletas! Você sente falta de algum deles?

- O São Paulo encerrou o ano “no azul”, com 825 mil reais de superávit, quase 4 vezes mais do que 2011. Vale adicionar que o importante é não fechar o ano com déficit. Estamos falando de um Clube, o orçamento é feito para que se feche em equilíbrio e é o que temos mostrado nos últimos (muitos) anos.

- haverá polêmica no salto dos empréstimos de curto prazo (de 52 para 132 milhões). Noto que há diminuição nos empréstimos a longo prazo (que passam a ser curto prazo) e chuto que os empréstimos adicionais foram feitos durante o período sem patrocínio e também depois que houve a garantia da venda do Lucas para o time árabe da França, antecipando parte do dinheiro que vai chegar para acelerar as obras internas do Morumbi e contratação de atletas (gostaria de saber qual é esse valor hoje, já que 48 milhões devem ter sido pagos). Não caia na cilada, empréstimo normalmente não é sinal de coisa ruim - ninguém dá dinheiro para quem não tem capacidade de pagar. Não foram publicadas as taxas dos empréstimos contratados, mas sei das taxas do ano passado: 6%. Sei também da taxa de juros do rival: de 6% a 27%.

Se foram com taxas de juros semelhantes, o São Paulo captou dinheiro com custo muito mais baixo do que o normal (financiamento imobiliário, o mais baixo para um cidadão comum, está em 9%, em média). Sabedor do dinheiro que entraria no futuro, limpou 2012 e antecipou seu investimento em 2013 na certeza de que vai ter mais receitas por causa disso (estádio lotado em Libertadores, por exemplo). A explicação de empréstimos em 2011 pode ajudar na compreensão.

- direitos de TV: 67 milhões em 2011 e 112 milhões em 2013 (receita real, não estamos falando de adiantamentos: foram apenas 2 milhões em 2012 de receitas futuras). Um acréscimo incrível, que poderia ter sido muito melhor se a “gang dos 11” não tivesse destruído o contrato mais rentável em troca de um estádio, sujeira com a cbf e manutenção dos tubos ligados na uti pela globo.

2012 foi um grande ano pra gente.

Base

Todas essas matérias sobre a acusação dos clubes contra o São Paulo já haviam saído, no mesmo teor, há algum tempo. Voltaram agora, com os mesmos personagens, aproveitando da semana sem jogos e maior repercussão. Não posso concluir sobre o assunto, já que não tenho informações nem dos acusados, nem dos acusadores, embora ainda assim já possa pontuar algumas coisas do que foi divulgado:

1 - a acusação é vazia: não quer dizer que ela não possa ter razão, mas nenhum caso tangível foi mostrado até agora. O nome de nenhum atleta “roubado” foi divulgado, para que se possa pesquisar a veracidade dos fatos. Não se ouviu a família de nenhum “aliciado”. Se são tantos atletas assim, não é difícil de encontrar, pelo menos, um jogador de 14 a 18 anos no São Paulo que possa ter sido fruto das forças poderosas do mal, o tal do Geraldo ou o Juvenal.

2 - o conluio tem precedente: com exceção do rival na Libertadores (e, talvez, em eleição futura da confederação), esse grupo já se uniu contra o São Paulo há dois anos. O motivo foi a destruição do clube dos 13 e todo o futebol brasileiro saiu perdendo (principalmente os clubes menores), além de desonrar a licitação feita e fecharam com a tv globo por valor bem inferior. O tempo já mostrou que estávamos certos.

3 - um dos cabeças da revolta é o Renê Simões: demitido, entre outras coisas, por largar o “projeto” no meio e ter feito um frila para televisão durante um mês na Olimpíada de Londres, além de ter dado palestra a adversário do São Paulo 3 dias antes do jogo entre as equipes, não dá pra elogiar uma pessoa que, em 35 anos de carreira, tenha rodado por 37 empregos (maioria deles por demissão).

4 - vasco: parece claro que um atleta e sua família tenham urgência de sair de lá em busca de algo mais seguro depois dos exemplos de precariedade absoluta do clube. Não é o único clube assim, óbvio.

5 - falta de informação completa: não dá pra confiar em quem publica, em uma mesma matéria, ISSO e ISSO. Mais, informações básicas como ESSA. Esses dois exemplos são de hoje e os erros e falta de apuração acontecem em qualquer assunto, o tempo todo.

6 - informalidade: ao que parece, toda a acusação foi feita via imprensa. Nenhuma comunicação oficial, seja de quem está organizando o campeonato mais próximo (2 de Julho ou algo assim), seja do grupo que se diz lesado, não houve nada formal enviado ao São Paulo. O São Paulo rebateu as acusações também pela imprensa. Eu, como torcedor, gostaria muito de ler algo oficial, com argumentos que refutassem essas acusações e pusessem fim ao quilombo, mas entendo que não podem fazer nada sem que tudo isso passe de piti (como o uol gosta de dizer em assuntos relacionados ao São Paulo) na imprensa para um fato documentado.

7 - o juca peidou na tanga: no caso Oscar, o esclerosado de Higienópolis havia defendido com unhas e dentes a salvação da vida do pobre Oscar e seus herois: Kia Joorabchian e Giuliano Bertolucci. Defendeu quebra de contrato sem pagamento de multa, simplesmente pelo direito de ir e vir, coisa que qualquer jogador deveria ter, longe da escravidão e das amarras do investimento na formação de uma atleta. Agora, na rebelião contra o São Paulo, ele defende justamente o contrário: os clubes merecem ficar com os jogadores que formam (não há nomes, vale lembrar, não se sabe se esses jogadores existem), o investimento (leia-se micose e morte por falta de estrutura) que esses clubes fazem na base deve ser respeitado e remunerado. Escorre uma lágrima no Kunta Kintê.

8 - suporte: perguntaram uma vez ao Daniel Alves como era viver pressionado por jogar no Barcelona. Ele respondeu que não existia pressão nenhuma - acordar às 4 da manhã e subir em um caminhão para cortar cana o dia todo é que era pressão de verdade. Chuto que mais de 90% dos jogadores de hoje (pense também nos que não viraram profissionais) tem vida semelhante e que há um esforço e gasto gigantesco dos pais para manter uma criança em um clube até que se tenha alguma indicação de que ele vai dar certo ou não, sonhando em salvar a família da miséria e, porque não, torcer para que ele encha os bagos de grana, como o Lucas ou a ave que cai do litoral. Os clubes costumam contar com apoio da Lei do Incentivo do Esporte (e o São Paulo também captou bastante dinheiro com isso) e devem mostrar resultado na formação de atletas, poucos, já que grande parte acaba sendo dispensada e, principalmente, cidadãos que voltarão a ter uma vida normal longe dos campos de futebol. Com os exemplos a seguir, dá para entender a razão de uma família escolher promover seu filho e sua aposta a atleta do São Paulo: capacitação, cidadania, cultura, caridade, educação, oportunidade e outros.

Posso estar enganado, mas uma resposta do São Paulo diminuiria esse ruído. Talvez até saibam que, na próxima semana, aparecerão com outra polêmica (e em menos de 6 meses tivemos patrocínio e fornecimento de material esportivo, entre outros assuntos que fizeram rodízio para atacar o Clube) e que, por isso, expor uma defesa seria como uma declaração de culpa. Não gostaria de me decepcionar por isso, mas os motivos citados me fazem continuar acreditando no São Paulo.

Espetacular pesquisa com todas as camisas conhecidas que o São Paulo já usou, inclusive com inclusão do terceiro uniforme nos registros do Clube. tsc…

Vermelho

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Neste domingo, o São Paulo entrará em campo usando uma camisa vermelha. Vale dizer que o Estatuto do Clube não foi alterado, ao contrário do que disse o site dos 7 erros, até porque nem pode ser modificado até o julgamento do mandato do atual presidente, coisa que só deve acontecer após o fim da gestão do próximo mandatário… Foi necessária a aprovação do Conselho, como normalmente acontece. Além disso, essa será a segunda vez que vestiremos uma camisa vermelha para uma partida.

Em 22 de março de 1979, jogamos uma partida da primeira fase da Libertadores contra o Palestino, no Chile, e chegamos lá apenas com nosso uniforme branco. Como o time mapuche se recusou a usar um uniforme reserva, apelamos pra brodagem dos adversários da partida seguinte, o Unión Española.

Vencemos o Palestino e empatamos com los rojos.

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Não sou favorável a um terceiro uniforme, mas gosto da ideia de datas importantes terem uma camisa diferente. Cria uma atmosfera diferente para a partida, aumenta a curiosidade, entra pra história e gera receita nas arquibancadas e nas lojas. Prometeu-se vender as camisas ainda durante a partida (por volta de R$ 200) e o horário pode reservar outras surpresas no Morumbi. Ingressos pela metade do preço normal em uma partida de mata-mata foi uma excelente sacada, ainda mais com o jogo decisivo da Libertadores no meio da semana.

O São Paulo arrumou um nome guarani-kaiowá pra divulgar a partida. Que nossos caciques vençam a tribo do Pintado!

Chorume AntiM1TO

Quando saiu de campo na partida contra o Atlético Mineiro, Rogério deu declarações sobre o encerramento de sua carreira. Já havia dito outras diversas vezes, desde o ano passado e até mesmo durante o campeonato paulista.

Como muita gente caiu de paraquedas nessa partida (e ficaram sem ter o que falar depois do jogo, já que o São Paulo os surpreendeu), apelaram pra esse assunto mais do que batido pra quem acompanha o dia a dia do clube. Lamentavelmente, pra quem escreve sobre futebol, isso já era um fato notório e dizer que essa declaração foi pra amansar as críticas foi uma bobagem maior do que a carreira do maior goleiro de todos os tempos (e, pra isso eu sugiro uma passada no que cosme rimolis e ricardos perrones dizem por aí).

O vídeo com a preleção do Rogério trouxe à tona novamente o despreparo de quem escreve sobre futebol por aí. Quem acompanha e analisa ou noticia os fatos do esporte deveria saber que o Clube faz isso há alguns anos. E sempre foi assim, desde sua contusão para motivar a equipe que jogou, passando pelo tapa na caixa de catarro do Wellington (sempre ao seu lado) pra esquentar o moleque, a conquista da Taça da Sul-Americana, cheganto ao jogo de quarta.

O Barcinski não cobre futebol, torce pra time do Rio e o que disse foi um comentário pessoal. Apesar da infelicidade de te-lo comparado ao Feliciano e rebaixado o Rogério a um mero Pastor (sabemos que está 4 cargos acima), o discurso para inflamar uma equipe é comum até em empresas. Não é justa a indignação de ninguém, muito menos seus amigos o defendendo em blogs que alternam futebol e EMC esfarrapada. Eu não vejo nada de outros times, tampouco estudo gastronomia, então não seria justo criticar seu livro de culinária ogra por ter dicas de caipirinha de frutas vermelhas, mesmo acreditando que um ogro tru jamais tomaria essas porcarias feitas com outra coisa a não ser limão, cachaça, açúcar e gelo.

Só que esse foi o gancho que o esclerosado de Higienópolis usou pra criticar o Rogério (ainda ouviu o vídeo com fone de ouvido de má qualidade, falhando nas horas que a primeira pessoa do plural é usada). Ele, sim, deveria ter pesquisado antes de ter vomitado seu chorume antiM1TO, pois sua opinião é vendida como se houvesse algum crédito nela, desde os tempos que ele dizia que pobre é brigão e elitizar as arquibancadas seria a única saída para o problema de violência nos estádios.

Sobre as críticas de que o vídeo não seria divulgado em caso de derrota, o único caso de perdedor que lançou livro e dvd comemorando derrota foi o fluminense, quando perdeu a Libertadores para a LDU. O vídeo, vale lembrar, não é para o G19+sep, é para a torcida são-paulina.


Chorume AntiM1TO é marca registrada de Renato Thibes, usada sem sua permissão e espero que não se vingue stalkeando o autor do blog por uma tarde inteira, como andaram fazendo. Se bem que ele é gente boa e pode.

Fim da primeira fase do Paulista

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Levamos os jogadores reservas, não foi propriamente um time pra campo. Cumpriu-se a tabela e vamos pro mata-mata contra o Penapolense do Pintado (e do temível Sergio Mota).

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Agora é outra história, a liderança só valeu a renda e mando de campo até a final. Deveremos passar pelos assassinos e santos até o título.

Não vale a comparação (times reserva, desfalques, imoralidades e empolgação reduzida) mas, dos sete times que sobraram, vencemos 2, empatamos 2 jogos e perdemos 3.

imageimageedit: Renas Dias lembra que a renda será dividida igualmente entre as equipes (tinha visto isso mais cedo no site oficial - aliás, bonzão o texto, tinha até termos de futebol uruguaio ali no final) :)

Atlético, parte 2

Presente

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Dado como morto. A campanha do São Paulo na Libertadores não transformou em pontos o esforço dos jogadores em campo, como bem lembrou o Alexandre, aqui. Para piorar, sofremos com apitos estranhos e esse papo de ter que ganhar da arbitragem também é furada, como detalhou melhor ainda o Mario.

Desde a última partida, malharam o goleiro, voltaram a questionar os dirigentes, compararam o São Paulo com time de segunda divisão, inventaram racha do elenco, da diretoria, somaram valores de contratações de três temporadas para tentar justificar um “vexame histórico”, ventilaram suposições de atleta alcoólatra, criaram lista de desmanche, demissão do técnico, aproveitaram a derrota do time reserva no campeonato paulista para questionar o time principal, encheram a torcida de más notícias, até racha entre setoristas imbecis aconteceu. Já tinham decidido o resultado do jogo, antes mesmo da venda dos ingressos começar. Teve bastante gente que se entregou e chegou a pedir para o time perder e encerrar aquela humilhação de vez e perder.

Nossa gente, mesmo desconfiada, lembrou que a camisa do São Paulo pesa muito e a tradição de décadas já ensinou que somos capazes de vergar o impossível, ainda mais na Libertadores. Mantras com a origem das alcunhas de “o Mais Querido” e “Clube da Fé” deveriam ser repetidos em todos os cafés da manhã pelos escolhidos. Fomos de verdade ao Morumbi pela primeira vez nesse campeonato.

E eu não podia ir de qualquer jeito. Era preciso mais do que raça e técnica, qualquer amuleto da sorte estaria emanando energias positivas nas chuteiras dos nossos onze. Pena de passarinho, camisa do Waldir Peres, a camisa usada no dia do gol 100, duas meias, escudo da sorte no bolso, orações que nem lembrava quando tinha feito pela última vez, tudo repassado e estava pronto para subir a rampa da arquibancada.

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Caos na entrada, quilombo que o São Paulo repete em todos os jogos de Libertadores desde que me conheço por gente. Os sinos soavam e ninguém pisava no gramado sagrado. A preleção era intensa. Nos dentes vermelhos do Morumbi, os gritos - único artifício festivo permitido aos torcedores “comuns” pelo estado de polícia que vivemos - foram acompanhados por uma tentativa vergonhosa de mosaico pela escola de samba da esquerda e por um bandeirão patrocinado na arquibancada azul, tradição em outros campeonatos que vencemos.

O São Paulo começou a partida com sua sina perigosa de tocar bem a bola, chegar na intermediária inimiga e esquecer o objetivo do jogo. Nenhum goleiro trabalhou nos primeiros 45 minutos, não chutamos nenhuma vez nem perto do gol. Por outro lado, funcionávamos bem no resto do campo: a luta pela bola acontecia com, pelo menos, 50 metros do Rogério Ceni. Descemos para os vestiários com as arquibancadas aplaudindo quem bem nos representava em campo.

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A volta foi mortífera. Osvaldo passou a jogar do outro lado e entortou a marcação granjeira. Foi com ele que a bola parou no peito do Aloísio, de frente pro gol, que teve o braço puxado e desabou com a torcida comemorando o pênalti. Rogério atravessou o campo e o Morumbi lembrou a visita do Papa em 1980: só orações. Um dos momentos mais importantes da sua carreira acontecia ali: marcaria o gol e salvaria o São Paulo ou se transformaria em vilão com rotativas cuspindo cadernos sobre seu fracasso até o último dia do seu contrato. Como sempre que foi protagonista, M1TOU. O grito de gol foi ouvido em toda cidade.

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Mais tranquilo, o São Paulo tocava ainda melhor a bola. Ganso deixou de ser o bonde de 200 mil réis redux, se destacou nos desarmes e nos passes certeiros, como a bola que deu para o Osvaldo servir o Ademilson, que marcou o segundo gol. Vitória sacramentada, somada às boas notícias que vinham dos putos argentinos, botamos na roda o segundo melhor time do mundo (nos convenceram que o primeiro é a sep-sp). Mesmo sem Carlinhos Neves e com o Reffis virando um SUS, recuperamos Denilson e Wellington como não havíamos visto em 2013 e nosso 5 guardou no bolso o craque etílico dos caras. Descontrolado, disse que foi ao Morumbi brincar.

Os olés no meio de campo, sob a regência do Ganso, duraram até o fim do jogo, comemorado por nos dar vida extra em um campeonato que poderíamos ter sido eliminados, mas também por esfregar na cara dessa gente suja que o São Paulo é grande pra caralho.

Emocionante, o placar nos lembrava a História: São Paulo FC, o Clube da Fé.

- Rogério saiu ainda mais vitorioso,

- o elenco mostrou que está unido e foi todo comemorar com o goleiro na sua área e no escudo do Morumbi,

- os gols saíram em jogadas com os reforços contratados para a temporada e com uma cria da base,

- Denilson - que já tinha sido avisado que sairia durante o jogo com o XV e foi chamado de bêbado - jogou muito,

- os “cenistas” passaram a noite comemorando enquanto seus colegas refizeram os textos sobre o fracasso mudando o foco para a aposentadoria do Rogério (confirmada desde janeiro do ano passado e eles só se tocaram agora),

- ex-dirigentes oportunistas mudaram o discurso,

- a diretoria que o Jorge Nicola inventou que havia “pulado do barco” passou a madrugada comemorando no Unyco,

- o técnico que fez aquele time vencer o segundo turno do Brasileiro, classificou pra Libertadores duas vezes, venceu a Sul-Americana, líder do campeonato paulista e classificado para as oitavas da Libertadores não foi demitido, e

- quem disse que era melhor perder também mudou suas palavras para fingir que aquilo nunca aconteceu.

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Vamos encontrar este mesmo time do Cuca, depois o Tijuana em viagem até os confins do México, Boca e sua boa fase que não assusta muita gente e seria bonito uma final contra o Nacional, mas deve ser mesmo o Tigre e muita porrada nesses malditos novamente.

Melhores momentos: https://www.youtube.com/watch?v=HNrsuA6t_7U

Entrevista Rogério na saída de campo: http://www.youtube.com/watch?v=FRVFNFL8Uh0&feature=youtu.be

Coletiva Rogério: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=BB9Z4RdCrLo

Público total: 50.403 pessoas
Renda: 1.961.516,00

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Rodrigo Caio), Lúcio, Rafael Toloi e Carleto; Wellington, Denilson e Ganso; Douglas, Osvaldo e Aloísio (Ademilson) (Fabrício)
Técnico: Ney Franco

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete (Guilherme), Serginho (Neto Berola) e Ronaldinho Gaúcho; Luan (Alecsandro) e Jô
Técnico: Cuca

*editado para tentar zerar os erros de concordância verbal.

Atlético, Parte 1 de 4

Passado

Apanhava diariamente da minha mãe, mas nunca vi meu pai levantar a mão pra mim. As proibições e as regras vinham sempre do lado materno, muitas delas diplomaticamente enviadas por ele. Diretamente dele, além de nunca exalar simpatia alguma pela cbf (chegamos até a ter uma camisa da Copa de 82, jamais usada por ninguém da casa, até porque o número era de um rival já falecido), duas regras impostas por ele eram cumpridas com rigor norte-coreano: coçar suas costas quando chegava do trabalho e não ter a menor ligação sequer com o clube lá do leste da cidade.

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Quando eu queria irrita-lo (e me lembro exatamente de onde estava uma das vezes que fiz isso), falava que não era são-paulino. Hoje vejo como isso pode ter deixado ele triste. Naquela época não existia internet, então ninguém da periferia sabia que o palmeiras existia. Os times profissionais eram: São Paulo, a antítese, o Guapira e a Portuguesa. Eu não podia apelar e não era besta, tampouco falaria do Guapira - éramos sócios - ou da Portuguesa, clube que frequentamos como visitantes algumas vezes. Assim, o mais próximo da loucura era usar outro time alvi-negro e falar que havia virado torcedor do Atlético Mineiro.

Dessa época, um caso engraçado: a família tem um comércio e passei a infância lá. Uma das recompensas por ajuda-los era uma grande coleção de times de botão - não daqueles oficiais que a gente só tinha o São Paulo, a Juventus e o Milan, mas daqueles menores de plástico que vendiam na padaria perto da loja. Até hoje tenho simpatia pelo Taubaté por causa disso, aqueles botões eram ótimos. Joguei bastante com o time do litoral e tinha até botões verdes (que ainda não apanhavam quando saíam da caixinha). Chegou uma hora que eu e meu irmão já tínhamos todos os times da liga da padaria e nas minhas mãos reluziam moedas para fichar mais uma equipe na nossa divisão. Comprei o time do governo.

Abri o saquinho, joguei a redinha na caixa de tênis Montreal, a bola em formato de puke foi pra caixinha de fósforos cheia de bolinhas e, antes mesmo de espalhar aqueles malditos no estrelão, levei uma bronca monstruosa do presidente da confederação, juntei tudo no saquinho e voltei pra padaria. Por sorte, encontramos um time que ainda não tinha e voltei pra casa com o América FC do Rio de Janeiro.

De volta ao Atlético: talvez por causa desse escape imaturo e nada nobre, sempre dei mais atenção aos nossos jogos contra eles do que contra outras equipes de tamanho, rivalidade e tradição semelhantes. Essa culpa, que confesso agora, pelo menos 35 anos depois, sempre pesou mais nos insucessos contra eles. Não me lembro do nosso primeiro título brasileiro, comemorei com apenas 1 ano, mas lembro do tanto que esperei por uma estreia no campeonato brasileiro no Morumbi contra eles e perdemos de 1x0. Lembro daquele jogo que o André Dias debulhou e fizemos 5x1 neles. Daquele triste 0x1 de 2009, um dos culpados por não ter vencido toda a força do mal. Do jogo 1000 d’Ele. De tantos outros.

O jogo de ontem ganhou um capítulo para essa história e vai trazer mais duas outras boas lembranças.