Logo mais as coisas voltam ao normal. Como todas segundas quinzenas de maio, aproveito pra aprender um pouco e saio do cotidiano. Não deixo de acompanhar o Tricolor (só um pouco mais de longe as polêmicas diárias dos urubus). Volto com tudo no dia 5 de junho, talvez antes se conseguir escrever alguma coisa!
Nesse link: http://simplyfutbol.com/2012/03/the-main-reason-why-south-american-footballers-arent-successful-in-europe/ o autor argumenta porque os jogadores da América Latina não dão certo na Europa. O principal motivo, segundo ele, é que os jogadores das ligas do continente não costumam jogar quarta e domingo, como é na Europa, com suas ligas e copas.
Não se aplica ao Brasil, já que temos a agenda inchada, bem diferente dos outros países daqui, que agora estão passando a ter uma Copa (caso da Argentina). Também não concordo com o autor, ficando mais pro lado do que diz o Simon Kuper no Soccernomics: a mudança cultural é tão grande que o cara não rende se não tiver muito apoio dos clubes, dos amigos e da família. Lembra do Viola falando que só comia bolacha na Espanha? Acho até que nem o Riquelme se daria bem aqui no Brasil.
Só quis guardar esse texto por dois motivos: sempre falam que os jogadores estão morrendo de cansaço por jogar quarta e domingo no Brasil e que “no primeiro mundo não é assim, lá a agenda é incrível”. São pouquíssimos jogos das copas locais que contam com jogadores de times reserva, normalmente quando antecede um clássico ou partida decisiva nas Copas continentais. Da nossa imprensa, concorda quem não percebe isso, pois estão mais preocupados com o tanto de piriguete nas baladas do neymala.
O que não quer dizer que tem que ser possível segurar um ou outro jogador que não está em plena forma, de vez em quando. Por isso que precisamos de um elenco grande pro Brasileirão: com o time que temos, por enquanto não dá pra colocar o São Paulo entre os favoritos. Com três bons reforços, nas três linhas do time, ficamos bem mais robustos. Fernandinho e Willian José não vão resolver quando Lucas estiver na cbf. Volta Wellington, sai Denilson. Fabrício, infelizmente virou uma aposta. Cañete, idem. Machucou Luis Fabiano ou Jadson, estamos perdidos.
O outro motivo: quem é esse jogador da foto no link?
Nosso primeiro chute a gol foi tão rápido quanto comprar o ingresso e entrar no estádio vinte minutos antes do jogo. Com menos de 30 segundos já dava pra termos deixado o placar a nosso favor. Dessa vez, parece que não teve nenhum problema pra entrar, só faltou a torcida: 21 mil pessoas pra uma partida de quartas-de-final é triste.

Pouco antes da partida, o Presidente apreciava a demonstração dos totens que vão ser distribuídos em shoppings e lojas da São Paulo Mania. Não vai mudar nada pra quem tem acesso à internet. Por outro lado, o São Paulo vai pagando pela revolução: não conheço nenhum clube no mundo que tenha pensado em acabar com a bilheteria física e nem acredito que isso termine bem.
Essa chance do Luis Fabiano encheu a galera de esperanças, parecia que o time ia com tudo pra cima do Goiás, fantasiado com um dos fardamentos mais ridículos que já vi numa partida de futebol. Tudo bem que seja a bandeira do estado, é feio do mesmo jeito e eles não representam tanta gente assim do povo que mais come proteína da federação.
A esperança passou a diminuir quando o time começou a levar pressão dos goianos da segunda divisão. Casemiro não estava bem, Paulo Miranda (que foi aplaudido e teve seu nome gritado, ao contrário do que mentiu o Jorge Nicola, por razões que conhecemos) estava de volta e segurava as pontas, Lucas vivia uma noite de Marlos. Foi aí que decidiu fazer, como já disse outras 5 vezes, o que ele mais sabe: criar jogada de gol ao ser macho e tomar a bola do adversário. É sempre assim. Roubou a bola no meio de campo e serviu o Fabuloso, que acertou o arremate e comemorou o gol perto da gente.

Daí até o fim do primeiro tempo tivemos mais chances e teria sido ótimo ter ampliado antes de mudar de lado do Morumbi, o melhor estádio do Brasil, segundo quem chuta a bola.
A vantagem mínima chamou o Goiás, que tentava um gol que nos complicaria demais. Num desses contra-ataques, Cícero bailou na frente de algum péssimo jogador goiano e tocou pro Douglas (aquele que foi alvo de massacre junto com a diretoria que o contratou pela imprensa, você deve lembrar). Da entrada da área, um tomahawk saiu do seu pé direito e quase destroi a rede. Golaço!
Tivemos outras boas chances com Lucas (ia fazer um golaço…) e com o Douglas (ia fazer outro golaço…), mas nossa defesa deu uns sustos deixando os caras virem pra cima com outras duas boas chances.
Um terceiro gol vingaria aquela putaria de deixar os caras ganharem de 3x0 da gente no Morumbi no Brasileirão já nos deixaria com um pé e meio na semi-final da Copa. Termina a partida com 2x0, também um ótimo resultado, apesar de não termos jogado tão bem. Dá pra melhorar o time e ser campeão com esses mesmos caras, resta saber se os gritos de “Arerê, São Paulo eu acredito em você” são 100% sinceros.
Melhores momentos: http://www.youtube.com/watch?v=FEBC7nyAW4w&feature=related
ps: dia 15 de maio tivemos uma baixa importante na administração do Tricolor, espero que seja reposto por gente com a mesma vontade.
São Paulo 2x0 Goiás
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 16 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Público: 21.306 pagantes
Renda: R$ 629.939,00
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Tatiana Jacques de Freitas (feia, Fifa-RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)
SÃO PAULO: Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro, Cícero e Jadson (Maicon); Lucas (Rafinha) e Luis Fabiano - Técnico: Emerson Leão
GOIÁS: Harlei; Peter, Rafael Tolói, Valmir Lucas e Egídio (Marinho); Amaral (Ernando), Marcos Paulo, Thiago Humberto e Ramon (David); Ricardo Goulart e Junior Viçosa
Técnico: Enderson Moreira
Que safra! São mais 5 (!!)* livros sobre o São Paulo neste semestre, além da Bíblia do São Paulino e da biografia do Serginho Chulapa, que não deixa de ser uma obra Tricolor.
Descobri esse livro sobre nosso primeiro pelo historiador do São Paulo e o comprei na mesma hora. A venda, feita no site do Alexandre Giesbrecht, autor do livro, é bem caseira: você se cadastra, ele te manda um e-mail com o número da conta. Mandei o comprovante de depósito e recebi o livro no dia seguinte. Edição independente, de impressão “on demand” muito bem feita, peguei a terceira tiragem da obra (de 15 exemplares cada). Compreensível, mas uma pena que não tenha fotos da temporada e da conquista.
O objetivo do livro é explicado de cara: todo mundo lembra da disputa de pênaltis e de alguns outros detalhes, mas quase ninguém, muito menos os mais novos, sabem como foi que fizemos pra que a primeira Taça nacional chegasse ao nosso Memorial. Nem a Taça, na verdade.

Quando participei daquele encontro com o Waldir Peres, não me segurei e acabei metendo o bedelho durante o Morumbi Tour. As pessoas que participaram ficaram encantadas e contrariadas com a praticamente maldita presença de 3 Taças com Bolinhas logo na entrada do Memorial. O monitor do Tour gaguejava e não sabia explicar o que aquelas “réplicas” estavam fazendo ali - quando aproveitei pra fazer uma média com meu primeiro ídolo, expliquei a história da Taça e mostrei a foto que peguei na internet pelo celular do Chicão erguendo aquele belíssimo troféu que é citada toda vez que aparece uma crise na Gávea. Essa imagem é a bonita capa do livro.
Voltando, o prefácio é do Celso Unzelte, a versão gambá do Conrado Giacomini e um dos maiores conhecedores da história do futebol tupi. Essas três páginas me hipnotizaram: fala da pesquisa e da riqueza de detalhes que aparecem na obra, fato comprovado logo nas primeiras páginas do capítulo inicial com a formação da equipe, o regulamento do campeonato, os relatos das partidas com aspas dos protagonistas e, ao final, as fichas técnicas e resultados das partidas de toda a saga. E escreve muito bem, o Alexandre.
O livro custou R$ 29,90. Compre aqui: http://www.jogosdosaopaulo.com.br/livro-sao-paulo-campeao-brasileiro-1977/
*descobri mais dois livros que falo aqui depois
Do site da Conmebol: http://www.conmebol.com/futbolmasculino/Efemerides-futbol-arte-en-la-sangre-20120513-0001.html
Efemérides: fútbol-arte en la sangre
13-05-12 14:28
Un 15 de mayo de 1965 nacía en San Pablo, Brasil, Raí, figura y emblema del inolvidable Sao Paulo de Tele Santana.

na foto, lembrando ao casal que jogo é jogo.
Vistiendo la camiseta de Brasil durante el Mundial de USA en 1994. Fue campeón.Raí, con la camiseta de Sao Paulo, disputando la final Intercontinental de 1992 frente a Barcelona. marcó los dos goles. En la foto es marcado por Guardiola. Ricardo Alfieri.Un jovensísimo Raí vistiendo la camiseta del Botafogo FC de Riberao Preto, de San Pablo.En la final de 1992 de la Libertadores frente a Newell’s Old Boys. Saluda al capitán rival, Gerardo Martino. Ricardo Alfieri.El Presidente de la Conmebol, Nicolás Leoz, le entrega la Copa Libertadores al capitán de Sao Paulo, Raí. Ricardo Alfieri.Vistiendo la camiseta de Brasil durante el Mundial de USA en 1994. Fue campeón.Raí, con la camiseta de Sao Paulo, disputando la final Intercontinental de 1992 frente a Barcelona. marcó los dos goles. En la foto es marcado por Guardiola. Ricardo Alfieri.
Se consagró en las Copas Libertadores ganadas por el club tricolor de 1992 y 1993.
Raí Souza Vieira de Oliveira, más conocido como “Raí”, nació en Riberao Preto, un municipio de San Pablo, el 15 de mayo de 1965. Su padre, fanático de los disoes griegos, tenía para él reservado el nombre de Xenofonte, dios griego recordado por escribir sobre la cultura e historia de Grecia, pero su mama logró “salvarlo”, no así sus otros hermanos, el más recordado y tembién exfutbolísta Sócrates, ídolo eterno de Corinthians y la Selección Brasilera, fallecido a finales del año pasado.
Sus inicios
Raí comezó su camino por el fútbol en el Botafogo FC de Riberao Preto, San Pablo, a la edad de 15 años, desde 1984 hasta 1986. Estuvo a préstamo por un año, durante 1986 en Ponte Preta, de Campinas, también de San Pablo, para jugar el “Brasileirao” de ese año y al año siguiente retornó a su Botafogo, pero sólo para jugar el campeonato paulista.
En 1987 comenzó a ser codiciado por algunios clubes grandes, como Corinthians, pero fue el Sao Paulo Fc quien se quedó con él finalmente, debutando oficialmente en octubre de ese año, en la derrota frente a Gremio por el Brasileriao.
Su llegada a Sao Paulo
Con el club tricolor logró su primer título profesional en 1989 con el campeonato paulista. Si bien era un jugador importante, hasta 1990 Raí apenas había marcado 26 goles en casi tres años en Sao Paulo. Pero todo cambiaría con la llegada de Telé Santana ese año. El gran Tele lo eligio como su comandante en la cancha y así el jugador creció enormemente y eso se vio reflejado en las redes rivales. ya sólo en 1991 marcó 28 goles, 20 de ellos en el Paulista que conquistaron, relegando a Corinthians.
Ese año, 1991, traería una alegría más importante aún: el campeonato Brasilero, en infartantes finales ante el sorprendente Bragantino, que era dirijido por Parreira. Raí fue el capitán del por ese entonces nuevo campeón de Brasil, que clasificaba directamente a la Copa Libertadores.
Congración en Sao Paulo FC
Hasta 1992, los equipos brasileños habían conquistado un total de cinco Copas Libertadores. Pocas, para tratarse de 32 años de historia del toeno continental más importante. pero el Sao Paulo de Telé Santana cambió todo. Marcó un antes y después en la relación entre la Copa y Brasil, y Raí era parte importante en ese cambio.
Sao Paulo se quedó con el trofeo continental de maner arrasadora en las ediciones de 1992 y 1993 mostrando un fútbol de alto nivel, efectivo, letal, con garra y sobre todo, ganador. En las finales ante Newell’s Old Boys en 1992, Raí marcó de penal el gol del triunfo en la revancha que les permitió a los paulistas decidir por penales el título (Newell’s había ganado en el primer choque 1-0) y ganarlo.
A fin de año, Sao Paulo se midió contra el campeón de Europa, el inolvidable Barcelona dirijido por Cryuff. Empezaron arriba los españoles por la mínima, pero dos goles de Raí, el segundo de tiro libre, le dieron un nuevo trofeo a los brasileños, que ya hacía ruido en el plano internacional.
Repitió Sao Paulo el título de las Libertadores, nuevamente con Raí como capitán, en 1993, esta vez ante Univerasida católica, novato en una final de América, que poco pudo hacer ante el poderío de los dirijidos por Tele Santana. Fue 5-1 de local y 0-2 de visitante. Raí marcó un gol en la victoria local, que a la postre decidio el título.
Expedición a Paris Saint Germain
Tras años de alegrías en Sao Paulo, Raí fue transferido al Paris Saint Germain de Francia. Allí en 10 brasileño también cosechó título importantes, como el campeonato frances de 1994. las Copas de Francias de 1995 y 1998, la Supercopa francesa de 1995 o a nivel continental, la Recopa de Europa de 1996.
Retorno a Sao Paulo FC
Volvió a Sao Paulo FC en 1998 y fue campeón paulista el mismo día que arribó, en la victoria ante Corinthians, marcando un gol, pero una lesión ese mismo año, le alejó de las canchas un año. Su último gol como profesional fue ante Palmeiras en el año 2000, poco antes de retirarse definitivamente, el 22 de junio, en la derrota ante Sport Recife por el Brasileirao.
Selección Brasilera
En la Selección Brasilera no fue la superfigura que fue en Sao Paulo pero sí fue parte del Mundial que ganó Brasil en 1994, jugando los partidos ante Rusia, Camerún y Suacia, siendo el capitán. También jugó parte de las semifinales ante Holanda. En total fueron 51 paertidos vistiendo la “verdeamarilla”.
peguei no twitter do @rodrigoherrero
O vereador são-paulino MAC apareceu com uma ideia que deverá ser votada na Câmara pra acabar com os flanelinhas nos eventos esportivos: botar zona azul nas ruas ao redor.
Pra mim, completa maluquice. Não custa lembrar que isso já existe na feira livre do Pacaembu: você tenta ocupar uma vaga e vem um bando de bêbados desdentados oferecendo ingresso e cobrando pela vaga. Além disso, como é zona azul, vendem o cartão com ágio. Mais sujo ainda: eles só colocam o cartão na hora que os fiscais passam. Esses, coniventes com o crime, ficam esperando o gambá preencher o cartão e colocar no carro do mané que foi comer aquele pastel recheado de hype. Também tem policial por perto, mas finge que não vê.
Estatizar a extorsão não é a melhor saída. Cobrar pelo uso de uma vaga de estacionamento não tem nenhum vínculo com “o fim do crime” ou “maior segurança e conforto pro espectador de um evento”. Pelo contrário, o decreto assinado na época da ditadura tem como objetivo “promover a rotatividade da vaga”, de acordo com seu texto. E não estamos de trocar de dono ao final do primeiro tempo. Essa lei é só oportunista. Assim como os flanelinhas.
Os caras vão continuar lá se a polícia deixar. Vendendo cartão, roubando os carros, cobrando pra estacionar mesmo na zona azul como é no pequeno estádio municipal. Isso só vai aumentar e distribuir parte do dinheiro do flanelinha pro bolso da Cidade. O fiscal não fará o papel de segurança da rua cobrada. Não é o papel dele.
Entendo o problema do estacionamento perto do Morumbi, são muitos anos indo pra lá. Corroborei com o darwinismo encontrando uma maneira de estacionar a caranga com um pouco de segurança (onde é seguro deixar o carro no Brasil?) e com bastante tranquilidade pra sair sem nenhum trânsito com uma caminhada de 10 minutos até a rampa da arquibancada azul. Desde então, nunca mais paguei pra flanelinha e (por sorte) nunca tive problemas com o carro.

O vereador e grande (hehe) são-paulino, querendo continuar a ajudar o futebol da cidade, poderia canalizar seus esforços pra facilitar o deslocamento dos torcedores, fechando a Jules Rimet, Giovanni Gronchi e a JJ Saad para carros na entrada e saída de jogos com mais de 15 mil pessoas, explicar aos seus colegas deputados a necessidade de se acabar com a canetada maluca de se proibir tudo e promover a festa nos estádios como é no resto do Planeta Terra, diminuindo a vergonha dos paulistas que não podem sequer entrar com bandeiras (ou revistas, livros, jornais, bexigas!, faixas escritas) nos estádios, fazer a GCM coibir a ação dos cambistas, já que a polícia estadual vive em completa harmonia com essa gente e capacitar as pessoas que fazem a revista na entrada das arquibancadas “que não vão com ideia de brigar” (o estádio inteiro menos o canto separado pras organizadas, se quiser generalizar os 12 mil torcedores que podem ficar na laranja e arquibancada visitante). Depois de ter visto 7 partidas de times grandes no Uruguai e Argentina e só ter sido revistado uma vez, me parece que essa truculência só causa mais violência.
ps: eu votei nele
Não lembro em qual daqueles jogos que lotaram o Morumbi no ano passado (contra o fla ou contra o Atlético), mas encontrei no dia seguinte um dos caras do Sócio Torcedor e comentei que tinha entrado na boa. Ele me olhou esquisito e disse que aquilo tinha sido um inferno, que o sistema da futebolcard tinha caído e tavam tentando pular as catracas, a polícia apareceu tacando gás pimenta na cara dos torcedores pra acabar com a putaria do jeito que eles gostam.
Até agora, nada mudou com a empresa nova. Soube que a polícia só liberou a abertura dos portões uma hora e meia antes da partida e que eles não estavam em quantidade suficiente pra atender a torcida que foi em número maior do que o previsto. Como não fui ao jogo, não vi como foi a entrada, mas o pessoal que vai comigo comentou que entrou na boa, meia hora antes da partida. Outros vários desconhecidos reclamaram muito, com razão, da putaria na entrada.
Até fui ver o blog do menon, que botou um post-protesto de um cara que relata seu drama desesperado tentando entrar na arquibancada. Ele diz que os STs do plano Fabuloso tinham o nome anotado numa folha de papel. Pelo tanto de torcedores que imagino ter esse plano, poderiam ter decorado o nome dos caras, não deve ser uma dezena (até porque nunca explicaram direito qual era a desse plano, aliás).
Na rua, a polícia que se negava a ir atrás de flanelinha resolveu fazer uma média com a sociedade e passou guinchando uns carros e anotando o nome dos safados que cobram pra te deixar estacionar na rua. É o primeiro passo pra própria prefeitura fazer isso, o que é mais patético ainda. Explicarei oportunamente.

Os que conseguiram entrar no Estádio viram um time abalado, perdido e separado em dois blocos no campo. Da defesa, um lançamento pro ataque e seja o que deus quiser. Na volta de um ataque tonto desses, o cara que (não) é melhor que o Paulo Miranda levou 300 dribles na linha de fundo e deixou o x cruzar pro y da Ponte, que mandou um voleio incrível no gol.
Somos o Clube da Fé e tivemos que provar isso novamente. Começou com Casemiro, ao final do primeiro tempo, partida empatada. Era pouco. Lucas, que fazia uma partida horrorosa, fez o que sabe fazer melhor: tomar a bola dos caras - fez isso entre o zagueiro e o goleiro e viramos o jogo.
O terceiro gol era questão de tempo. Quando a Ponte começava a fazer seu cai-cai tradicional, como também aconteceu há 10 anos (veja que esse papo de bater na mãe não é de hoje), Luis Fabiano marcou o gol da classificação, que só foi ameaçada por um gol impedido dos caras nos últimos minutos. Que golaço!
Quem conseguiu entrar no Morumbi jogou junto. A 1700km de distância, ouvi pelo link clandestino os gritos de “raça” e não achei nada ofensivo - é nossa versão do “pongan huevos” de onde eu estava trabalhando. Vi a felicidade da torcida com inveja de cada um dos 25 mil eleitos pelas catracas do inferno. Queria muito estar lá! O alento foi receber mensagens de amigos que lembraram do exilado e comentaram a vibe, mandaram fotos e disseram como estava a saída do Estádio, em completa euforia pela demonstração de honra à camisa.
O caminho pra ganhar a Copa (e a vaga que vem de brinde) não aceita vacilos, mas é o mais fácil que poderíamos esperar. Pegamos agora o Goiás, depois imagino o Coritiba e a final deve ser contra o Grêmio. Contra os dois primeiros, até é admissível perder uma das partidas. Mas peralá, num mata-mata, cair contra esses caras é palhaçada.
Sabemos as limitações do time e a postura que podemos esperar deles. Dá pra acreditar!
Melhores momentos - http://www.youtube.com/watch?v=2yieDUvTZV8
ps: Forlán e Lugano chegam quando?
amanhã isso aqui volta ao normal — viagens a trabalho me expulsaram daqui por uns dias. foi mal.
Levamos o mesmo tempo de casa até a marginal pra ir da saída da cidade até Campinas. Ingressos comprados com antecedência, o clima era de decisão mórbida: os dois times tinham sido eliminados de outro campeonato no fim de semana. Mesmo assim, era pras duas torcidas lotarem o Moisés Lucarelli com seus sorrisos amarelos, o que não aconteceu. Estádio vazio e muito frio.

Tem essa lenda de torcida violenta que me deixou com o pé atrás antes de chegar lá. Só tinha visto uma partida nesse estádio até hoje e não lembro nada desse dia. Como alguma facção que se esconde sob nossas 3 cores matou um ponte-pretano há alguns anos, ficava a tensão de ser atacado a qualquer momento. Foi igual a todos os jogos com torcida rival: algumas bombas jogadas perto da gente e nada mais. É até bom pra lembrar sempre que estamos em território rival.
O sorriso amarelo deles vinha por causa da eliminação pelo inimigo. O nosso, pela forma que foi, contra um time formado e que tem um jogador bem melhor que a soma dos nossos onze. Além disso, a ajuda do apitador nos tirou do campeonato com sentimento de revolta. Pra esquecer de vez, era jogar contra a Ponte e vencê-los.
O árbitro da partida entra em campo com as cores do uniforme comemorativo do time de domingo. Pior, ele era irmão daquele que nos prejudicou no fim de semana. Ia dar merda.
O São Paulo colaborou pro inferno na ponte: com direito a nota oficial e tudo, sacou o ruim Paulo Miranda da concentração, revoltando o Leão e “chatiando” (sic) a equipe - essa foi a desculpa da derrota. Grande repercussão, até exagerada. Começo a mudar de opinião e devo escrever sobre isso mais tarde, não é possível que eu esteja do mesmo lado de imbecis como o Luiz Ceará. Enfim, vamos pro jogo.
Demos um chute no cadáver fedido do time de 2011.
Foi a pior partida do ano, contra um adversário fraco, como três em cada quatro times que vamos enfrentar em 2012. Pare de trata-los como um grande time: não é. Nem se ganharem a Copa do Brasil. Só tem baba lá. (To falando da Ponte)
Denis, que fez grandes partidas no ano, além de ter levado 6 frangos, levou dois sustos que estragaram seu calção. Também era defensável o gol macaco: cabeçada meio do gol. Bateu roupa em uma defesa e fez outras duas salvadoras: nos livrou de uma goleada.
A defesa também foi péssima. Tem uma diferença entre o Paulo Miranda - jogador ruim, e o Edson Silva, jogador ruim: o tamanho da cabeça. O drac deve ter feito um gol contra e o Silva fez os seus cabeceando em rivais que mandaram pras próprias redes. Mesma merda, embora eu ainda prefira o Edson Silva. Nenhum dos dois são capazes de jogar em time grande. Rhodolfo terminou o jogo como centroavante, desencanando até de voltar pra área em escanteios. No lance do gol, não subiu pra tirar a bola, apesar de ser 1.5m mais alto que o péssimo Roger, deu só uma levantada no gambito tentando esbarrar na bola.
O meio campo não criou nada, nem segurou o time dos caras. Nenhum chute a gol no segundo tempo. Não era contra o Bayern, era a Ponte Preta.
Lucas é um robô e só responde às ordens que seu empresário programa nele. Depois do chilique no meio do primeiro turno, foi hackeado pelo Leão e fez uma dupla de boas partidas, parando por aí. Ontem, parecia o Marlos. Coincidentemente, seu empresário ta de putaria com o São Paulo. Rodeado de gente escrota, vai ser difícil limpar esse cara.
Luis Fabiano quase não teve chances, mas deu alguns chutes sem direção. Sofreu um pênalti claríssimo e confesso, não marcado pela cbf. Fernandinho não dá pra campeonato de grande nível, como o Brasileiro.
A festa da nossa torcida virou revolta no começo do segundo tempo. Os locais que torceram bastante no começo da partida passaram a açoitar todos em campo. Douglas, o estreante machucado, mostrou que pode dar certo. O resto foi muito, muito mal. A organizada xingava o time e gritava ordens de conquista, como ficou normal ouvir na má fase desde a milésima eliminação do time do Muricy pro Cruzeiro.
No fim, esse 1x0 pros caras ficou barato e é reversível. Não tenho tanta certeza de que vamos passar de fase, mas o deprimente episódio e polêmica acabou sendo positivo: perceberam que não temos um time imbatível.

O pequeno estádio central foi vetado para a partida entre o time do litoral e o time do interior. A pequena festa litorânea será no Morumbi. Uma pena para os índios campineiros, que verão o Domingos sendo expulso pela tv (perceba: estamos na quarta-feira e a globo ainda está fazendo matérias sobre as faltas que o neymar leva - nenhuma forte). Deprê, mas compreensível pra quem é de fora: bugres sabem que não terão chance e resolveram encher o rabo de grana.
Não haverá muita gente. Será até interessante ver como farão a divisão do estádio e o preço da vermelha, caso seja meio a meio vazio.

O que o São Paulo deve fazer é botar seguranças sobre nosso escudo, impedindo qualquer graça imbecil perto dele. Coisa que não devem lembrar de fazer. Não fizeram há dois anos, na final de alguma categoria de futebol de criança. Fizeram!! Cercaram o Escudo e pintaram toda a borda da geral com publicidade do Sócio Torcedor, site oficial e o (pra desespero da imprensa, mas que ainda rola normalmente) Batismo Tricolor. Mandaram bem.
A federação paulista bota o rabo entre as pernas e se esquece das críticas que fez ao maior e melhor estádio do país nos anos que criava o monstro que hoje está perdido na cbf.
Aposto que foi o recorde de torcida numa partida do Paulista desde a partida contra a Ponte em 2005. Quarenta e oito mil pessoas pra um minuto e meio de competição. Foi na rasteira do Paulo Miranda - não sei se rolou ou não, estava mais de 100 metros distante do lance - que acabou o campeonato pra gente.
Não escrevi isso antes pra não parecer oportunista, mas gostei desse campeonato e até mudei minha opinião sobre o ‘regionalito’. Merecíamos levá-lo, mas fomos horríveis hoje. Diferente de 2010, quando dependíamos da genialidade do marlos que nos afundou e foi injustamente expulso e do ano passado quando até dos frouxos estávamos desfalcados pra semi-final, desta vez tínhamos um time pra levantar essa taça.

Fui pessimista. Fiquei parte do segundo tempo na entrada de algum dos gomos acompanhando a direção das cabeças da nossa gente. Pra direita, era merda. Pra esquerda, podia dar certo. Fiquei vendo a torcida apoiar com paciência, coisa que eu não tinha mais. Voltei pra perto da massa e comemorei o gol que nem vi e que nos botava de volta no jogo. Também não vi o frangaço que acabou com nossa vida no jogo de maneira mais melancólica ainda. Quarta ou quinta falha do goleiro no ano, quando vinha com boa sequência pra apagar os erros menores. Flopou.
Não vamos acertar no futuro porque erramos agora. Tivéssemos ganho com Paulo Miranda e Willian José no time, teríamos ainda mais chances de fazer esses caras se sentirem confiantes pra baba da copa do brasil e pra começar o Brasileiro. Dá pra fazer umas loucuras e tentar se reforçar bem pros próximos anos nessa janela, inclusive com craques da defesa e do meio campo da seleção. Uruguaia.

O São Paulo divulgou hoje as demonstrações financeiras de 2011. Lembra que o ano não foi fácil: de cara já deixa claro que o time era formado por frouxos e que, por isso, promoveu uma grande reformulação do time, buscando contratações que honrassem as nossas cores, por isso o investimento em 32 atletas, por 57 milhões de reais no total.
A ideia aqui não é de analisar conta a conta o resultado, mas de reforçar o que a gente já comentou e andou desmentindo nos últimos meses.
- lembramos que a Falha de São Paulo mentiu ao dizer que perdemos dinheiro ao vender o dagoberto por R$ 1.400.000. O custo do seu contrato (essa coisa que não precisa mais cumprir) era de 300 mil e ganhamos um milhão e cem nas barbas das antas chiliquentas do sul do país.
- também prestou serviço a outra instituição quem andou dizendo que o Morumbi estava fadado ao fracasso sem a copa do mundo. Não foram apenas os CosmeRimolis que disseram que os camarotes estavam se mandando do Estádio, vi até ‘colunista’ são-paulino falando isso. Pois bem: as receitas com camarotes no Morumbi aumentaram de 19.4 para 20.6, a publicidade no estádio aumentou 10% para 3.5 e, no total, o Morumbi gerou 41.3 milhões de reais, contra 34.6 em 2010 (20% de aumento). Comparando com 2009, 30% de aumento. Tem que demolir?
- sobre o Morumbi, o título de matéria paga mais criativa do ano ficou também para a Falha de São Paulo, com uma reportagem não assinada (feita por um cara de outro caderno-Cotidiano), sobre “a prefeitura apoiar a ideia de demolir o estádio para fazer um condomínio playboy”. Gente menos inteligente como o pessoal do Lance copiou na hora em busca de alguns cliques. Desmentida a ideia extraterrestre, todos calaram-se. Pelo menos rendeu um post com boas fotos e uma declaração de amor ao meu estádio.
- triste constatação: gente debandando do Sócio Torcedor. de 5.3 mi em 2009, caiu pra 3.2. O motivo mais óbvio: o time não ganhou nada. Além disso, tirando a ação na contratação do Luis Fabiano, não houve divulgação do Plano. Sei que não foi tão divulgado pois o objetivo era de limpar a casa antes de tentar expandir novamente - a virada de 2010 pra 2011 foi um terror pros sócios, principalmente os que pagavam com boleto. O lado bom: ao contrário do que disse o Nicola do Diário de SP (que tem seus motivos para estar descontente com o São Paulo), o ST está implementando um sistema de qualidade que deve melhorar a situação no futuro - resta saber quando. O plano que dá mais benefícios aos torcedores de todos os que eu já pesquisei não deveria diminuir.
- em receita, cresceu 10% sobre 2010, para 225 milhões. O resultado do exercício é praticamente o mesmo (como não deveria deixar de ser numa entidade sem fins lucrativos): equilíbrio. De de 400 mil, pra 200 mil reais em 2011. Do futebol profissional, uma amortização interessante: 7 milhões em baixas de atletas da base que subiram pro profissional.
- empréstimo no banco não é feito “para dar lucro”, como disse o Nelson Rubens do Futebol no final do ano passado. Serve pra pagar as contas. E é bom tê-los, desde que com equilíbrio. Explico novamente: suponha que eu tenho dinheiro pra comprar um carro à vista e não ter dívida nenhuma. Ao mesmo tempo, posso fazer um financiamento e pagar juros de 0.5% ao mês e botar essa mesma grana num fundo de investimento que me dê 2% ao mês. Posso, assim, usar o carro pra ir ao Morumbi e terei 1.5% de juros pra comprar os vidros que serão estourados por parar o carro na rua.
- agora, suponha que, ao invés do carro, eu tenho o Lucas, o Casemiro e mais um monte de gente que tem um bom valor de mercado. Vale a pena “alavancar” nos bancos, não? Não acredite, pois, que o São Paulo está passando a canequinha pedindo esmola. Ninguém está nadando em dinheiro, nem o (apelei) Barcelona.
- Nossos empréstimos bancários passaram de 70 para 100 milhões (eram 54 em 2009). Esses 30 milhões serviram pra aumentar o potencial de receita no mesmo valor em 2011 e será pago até 2015 (ou seja, em CNTP, tem potencial equivalente a 150 milhões de reais a mais por esse endividamento de 30 paus). O caixa (grana no bolso ou sacável com um click) passou de 10 para 15 milhões. Nada mal.
- Além de melhorias no Morumbi (a reforma em silêncio, segundo o PVC), terminamos a arquibancada e vestiários, o Reffis e o Hotel do CFA em Cotia. Ainda bem, também foram feitas várias melhorias na área social do Clube :)

- em 2011, Paul McCartney conheceu o Morumbi e disse depois que foi o melhor show da sua carreira solo. Amém.
- com o Nemo da BMG na barriga, o São Paulo ainda obteve valor igual a 2009, quando era o atual campeão brasileiro e disputava a Libertadores. Foi praticamente o dobro de 2010, quando ficamos pulando em patrocínios pontuais e sacrificando nossa camisa com diversas marcas (puta merda, teve até Assolan!) Não se esqueça: todo esse valor arrecadado foi do São Paulo, ao contrário de clubes que dizem ter o maior valor do Brasil e pagarem quase metade do total pro ídolo inventado e aposentado. Por exemplo, 80% do valor recebido pela marca sob o suvaco deles, literalmente, vira pó.
- direitos de TV: de 37 para 67 milhões em 2 anos. Seria muito maior em 2012, caso a máfia da tv com a cbf não tivesse obrigado a vagabunda da piscina e o bicheiro analfabeto a pularem fora do Clube dos 13. Com dívidas altíssimas, além do estádio pra prender o rabo deles, só uma pessoa inocente e pura como o JK acreditaria que “o Juvenal implodiu o C13 ao ficar com a Taça das Bolinhas”. Juca, você leva o prêmio de Cabaço de Higienópolis - 2011. Nos meus cálculos, 67-70 milhões por ano (nos comentários deste post, inclui algumas comparações pra acalmar o Conrado).

- o UOL/FSP chegou a publicar que, desesperado para não ter o estádio vazio, o São Paulo era o único clube que não havia aumentado o ingresso médio em 2011, ao contrário dos outros dois rivais grandinhos e o palmeiras. Em nenhum momento mencionava que os ingressos pra Libertadores são tradicionalmente mais caros. Tampouco se questionava que ingressos naquelas cadeiras horrorosas com banheiro químico fedendo a poucos metros no Pacaembu por 500 reais são injustos, extorsivos e irreais, por isso se mantiveram vazios por todo o ano. Nenhuma arrecadação desse estádio no ano foi com 100% dos lugares vendidos. Preferiram chamar de “genialidade de marketing”.
- Nossa arrecadação foi de 18 milhões, menos dos 22 milhões do ano anterior. É isso o que você vai ler quando a imprensa se tocar que o Balanço foi publicado. Duas vezes o estádio esteve repleto (vs Atlético e vs Flamengo). Tivemos o majestoso com maior público no milênio (mesmo com as torcidas divididas, outra bobagem que costumam lembrar e não enchia nos anos 90. Nem a libertadores do casal marsupial+suíno teve isso). Brasileiro não gosta de futebol e, muito menos, se não estiver ganhando. Infelizmente.
Por fim:
- Fechamos o ano passado com o anúncio das obras da cobertura, que devem começar assim que forem liberadas as licenças (e precisa de muita força política - pelo menos - pra fazer isso rolar). Em campo, só um motivo pra se orgulhar. Nenhuma taça, nem raça. Só desgraça.
2012 já mostra um panorama diferente (o importante é ter tudo bem concretado pra debulhar no segundo semestre e no ano que vem, apesar das babas da Copa do Brasil e da final do Paulista, ganhando domingo). Continuo confiante de que estamos em boas mãos.

Primeiro, pra agradecer todo mundo que conversou no post abaixo. Teve a Gabriela que até curtiu a entrega do ingresso na bilheteria (não era ST, nem tem Visa), pra provar que qualquer mexida na maneira das vendas vai beneficiar um monte de gente (meu caso com o ingresso pelo celular, o da Gabriela com a bilheteria 1) e ferrar a vida de um monte de outras pessoas (o aplicativo que não funcionou pro Patury, todos os erros possíveis pro Julio).
O São Paulo percebeu a via sacra da semana passada e algumas coisas já mudaram pra este jogo. As informações pra venda de ingresso estão mais claras, os pontos de venda imaginários desapareceram (agora tem Pacaembu, Canindé, Ibira, Osasco e Morumbi), ta até mais fácil de ler.
O Clube ta informando sobre a compra antecipada. Deixou um aviso em destaque na home, usou redes sociais e botou o Rogério pra alertar os torcedores. Excelente, tem que mudar a maneira e instigar o torcedor aos poucos. Vou apelar, mas até o Barcelona faz isso.
Mesma coisa com o programa Sócio Torcedor. Voltou a avisar da mudança da venda de ingressos e fez, coincidentemente, o que a gente comentou aqui: informações claras no texto, “preto no branco (e vermelho)”, explicando 90% do que devia: faltou só lembrar qual é o número de inscrição que funcionaria no site (os tais 8 dígitos).
O Rafael recebeu uma nova carteirinha hoje, vem mais mudanças por aí. Como aconteceu nos últimos dias de venda da última partida (e eu não sabia), desta vez as arquibancadas-fantasma (Amarela e Vermelha) estavam vendendo pra ST desde o primeiro dia. Muito bom.
A Zé Tickets é quem ainda está mais perdida: começou com a venda pra entrega no celular ou cartão Visa, mudou pra Visa e retirada na bilheteria e, alguns minutos atrás, testei a compra de uma amarela e só tinha Visa Pass First (pra quem faz a compra com esse cartão de crédito). Como lembrou o Alexandre no post abaixo, ainda não aparece o mapa do estádio pra escolher o assento, principalmente na Arquibancada Vermelha, onde isso é tradicionalmente respeitado. Um risco, mas dá pra entender.
Algum Sérgio Santoro da vida pode alegar que a venda está indo contra os seus Direitos e usar pra aparecer no UOL, IG e motoblogdopaulinho, os veículos que costumam dar ouvidos a esta besta e, consequentemente, voltam os textos pró-demolição do Morumbi e o churrasco do ‘ditador’*. Imagino que alterar o sistema de venda pro mapa do estádio deva ser um puta trampo e acho que vai demorar mais um pouco pra aparecer (to chutando).
Ta melhorando. Espero que a gente faça a nossa parte.
* pelo que se especula, dia 20 de maio terá mais um evento no Morumbi pra anunciar as novidades da reforma e toda aquela turma que queria a morte dele vai ganhar mais um sanduíche e refrigerante pra mudar de ideia.
É o terceiro jogo com o Zetks e não tive problema pra comprar ingresso em nenhuma das 3 vezes. Com o futebolcard, o aproveitamento dos pontos era bem menor. Mas acho que fui o único. Um monte de gente que comprou pra retirar na bilheteria se ferrou (era óbvio, diga-se).
Enquanto tomava uma gelada antes do jogo, o caos imperava nas péssimas bilheterias, como acontece em qualquer estádio do país. Tinha dois ingressos no meu celular, um de sócio torcedor e um normal, que acabei passando pra um amigo que abandonou a fila da bilheteria dos que foram feitos de bobo.

Pra entrar, uns 20 minutos antes, mais fila. Confesso que foi com enorme prazer que me senti maioria e peguei dois filhos da puta que tentavam furar fila e os empurrei pelo pescoço xingando com ódio. Gente escrota.
Meter o celular na catraca foi rápido, dando um printscreen do QR Code ao invés de tentar acessar o aplicativo com acesso à internet precária em aglomerações. Pior ainda quando é jogo da tv e a globo bloqueia, de maneira criminosa, o sinal do 3G. Ao contrário do que rege o “estatuto do torcedor” (sua única semelhança com o futebol é que suas leis são dribladas por todo mundo: torcedor, clube e governo), só uma das catracas emitia o recibo, quase tão inocente quanto o do jogo do Rampla Juniors que vi na semana anterior: tinha só os nomes dos times. Nada de número do ingresso, apólice de seguro, valor, data, porcaria nenhuma. Até aí, a mesma lama do futebolcard. Era ruim também, só era mais limpinho.
A azul ia enchendo rápido, a laranja também, a outra metade do estádio parecia o Pacaembu, vazia. Não vende mais essas arquibancadas pra Sócio Torcedor, não vende na bilheteria, não tem sentido separar se o preço é o mesmo nessa reta final do Paulista, se os torcedores serão fichados da mesma maneira por essa lei ridícula do governo de polícia. Ninguém sabe o que fazer com a carteirinha de sócio torcedor (apesar de terem respondido para alguns no twitter que ela voltará a funcionar em algum tempo, com a mudança em estágio mais avançado).
Falha o Clube ao não informar direito: a informação de compra é confusa, pra ferrar mais com os míopes a fonte está em itálico, a data de venda de ingresso nos postos de venda imaginários era do mês passado. É bem ruim. Falha também ao parecer não saber informar se os postos de venda (imaginários como o Bar Brahma ou proto-reais como o Canindé e Ibirapuera) venderiam ingresso no dia do jogo. Isso é fácil de corrigir, colocar uma tabela menos prolixa, um mapa informativo do Morumbi igual ao do site do Zetks, tirar o negrito e o itálico cegante em toda linha e colocar informação de verdade, com telefone dos postos de venda imaginários, pra ninguém perder tempo indo até lá.
Falha o Clube ao tratar a partida como “uma a mais”. Pra provar o contrário, o próprio twitter oficial mostra que a data é única, enumera quantas vezes nossa camisa se uniu ao gramado do Morumbi pra derrotar alguém, quantos gols comemoramos, qual representante nos deu mais alegria. O time deveria entrar em campo com festa, fogos como fizemos no RC1000, o som da Hell’s Bells (se quiserem seguir com isso) bem alto, apresentar os jogadores nos alto-falantes quando eles estiverem em campo, qualquer coisa pra atordoar o adversário e fazer uma pessoa sentada embalar o efeito de massa. Distribuir bandeiras, como conseguiu dezenas de vezes com algum patrocínio da Nestlé ou do Bradesco. Tentar se por no lugar de alguém que vai viver algo inesquecível. Ontem o AC/DC parecia bossa-nova, baixinho, baixinho… E, é claro: nada, nada, nada de Nando Reis.
Falha a Santarena com seu Zetks antes e na hora do jogo e o importante é que eu sei que o São Paulo já sabe disso e alguma coisa deve melhorar.
Falha o Sócio Torcedor ao não fazer o serviço completo: avisar o sócio que mudou o esquema da compra, de forma clara, sem aquelas figuras sensacionais em Art Decó que confundem tudo. Avisar que a carteirinha deve valer pra alguma coisa no futuro, quais números servem pra compra, quais setores você pode ir agora, se isso vai mudar ou se estamos confinados ao canto azul-laranja. Deve promover a venda antes do alcance do resto dos torcedores. Claro que isso não vai evitar todo ruído (é mais fácil reclamar ao invés de tentar entender), mas pode amenizar e agilizar a manada.
Falha o torcedor inteligente e assíduo ao se precaver, sabendo que a venda é um lixo. Chegar cedo, instalar o aplicativo no celular, salvar a porcaria do código de barras, levar a carteirinha mesmo que não vá usá-la. “O problema não é meu”, pode dizer com total razão o mais chiliquento que depois vai dar show de impropérios no twitter - mas dá pra passar menos nervoso. Quem sobreviveu ao Ingresso Fácil, aguenta 500 jogos com uma empresa que, até hoje, só vendeu “normau”e “vípi” pros rodeios no interior paulista.
Falha o torcedor que ficou no sofá, que nos fez passar vergonha metendo só 26 mil pessoas no Maior Estádio do Brasil em um jogo importante, que precisava do apoio de fora do campo. Esse torcedor já vai aparecer contra o santos e vai aparecer em maior número contra a Ponte e depois chamar o catta preta de mestre e zoar o milton neves: então não é o preço, a falta de informação, os protestos que algum portal fez no twitter porque o clube não deu presentinho pra ele, tampouco a falta de estacionamento. É assim no mundo inteiro, só somos (muito) mais acomodados. Futebol é entretenimento pra você?
Teve jogo também:
Uma pena o cartão amarelo do Luis Fabiano. Ele, que já vinha reclamando com o juiz e tinha feito faltas bestas, só se livraria do cartão naquela jogada se fosse atleta dos eliminados da zona leste. O cartão estragou o primeiro tempo de muito ataque, um gol e defesas milagrosas do Dênis quando nossa zaga dormiu.
Quando o fabuloso empurrou o Jadson e o Cícero pra bater aquela falta, comentei que era pra ele estar na área tentando o cabeceio. Deu tempo de virar pro lado e falar “ou então o cara vai fazer um puta golaço”antes do chute premeditado na capa de esportes da Falha de São Paulo do sábado. Matamos o jogo com a bola na rede e lembro da minha comemoração, agradecendo por ter acabado com a maldição dos gols de falta, depois de um ano de seca. Um ano do gol 100 do Rogério.

Entrou bem o Casemiro e seu primeiro toque na bola foi no peito do Luis Fabiano, o “fracasso retumbante”, pra fazer o terceiro gol, igual ao primeiro, com a bola no peito do Fernandinho antes de estufar as redes.
Osvaldo, que não deve ser tão bom de bola, completou a festa ao fazer o quarto gol e correr de maneira sincera pro escudo recém-pintado do estádio. Deu um peixinho extasiado - e deve ter sentido aquela dor que dá até prazer, que lava a alma, que fará bem pra ele. Tão diferente daquela ajoelhada falsa e nojenta do dagoberto há um ano e pouco.
Ele ainda quase fez um gol espírita como aquele do Tilico contra o mesmo Bragantino.* Na saída, outra cena chamou a atenção: alguém da arquibancada jogou a bandeira quando o Casemiro foi dar sua camisa. Talvez pra não mostrar a pança Ele a pegou e saiu com ela enrolada ao corpo, com todo o respeito que um grande jogador deve ter com nosso símbolo.

Fizemos o dever de casa e pegamos o time mais difícil em igualdade de condições: eles serão melhores com a bola, nós seremos melhores na pressão. Diferente de 2010 e 2011, quando jogamos cheios de reservas, expulsões, convocados e gente desinteressada, temos um time aguerrido, com vontade de aparecer, que mostra ser unido e que deve honrar nossa camisa. Temos o Morumbi, que despertou depois de alguns anos maltratado. Temos as arquibancadas, que temos o dever de encher e fazer pulsar.
As outras semi-finais foram engraçadíssimas.
São Paulo 4x1 Bragantino
http://www.youtube.com/watch?v=tL9SswNzhz8
São Paulo: Denis; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo (João Filipe, 39min/2ºT) e Cortez; Denilson, Cícero e Jadson (Casemiro, 21min/2ºT); Lucas (Osvaldo, 36min/2ºT), Fernandinho e Luis Fabiano Técnico: Emerson Leão
Bragantino: Rafael; Junior Lopes, André Astorga e Luis Henrique (Léo Jaime, no intervalo); Victor Ferraz, Serginho, Cambará (Wellington, 27min/2ºT), Fernando Gabriel e Eder; Romarinho (Paulo Roberto, 21min/2ºT) e Giancarlo - Técnico: Marcelo Veiga
26 mil pessoas (25.555 pagantes)
*não sei se foi o Osvaldo, talvez não tenha sido o Tilico, provavelmente não contra o Braga.